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Volta - Juliana De Luccas

Por onde andas, oh minha querida, que não me deste mais sinal de vida? As coisas estão mudando aqui, e sua ausência me deixa perdida. Sem você, eu sobrevivo — só mais um robô nesse sistema... que pena. Quando não está aqui, almejo a morte... Mas ela ainda não me alcançou. Será isso sorte? Volta! Eu te espero de braços abertos e uma mesa farta. Volta! Prometo te ouvir cantar e não mais te calar! Volta! Vou chamar minha criança e te levar pra brincar! Fica! Eu prometo tentar te cuidar.
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Fio De Avalanche - Juliana De Luccas

Fio de água que corre, desaba em tempestade. A poeira sobe do grão de areia que um dia foi avalanche. A pedra que cai fere, estilhaça... A paisagem muda com a chuva que chega e refresca.

O Acolher - Juliana De Luccas

Eu ainda abro os olhos pensando em você  O eco da saudade reverbera no meu ser Mas não quero que ele se cale,  Vou lhe abraçar, acolher, até que finalmente um dia,  A dor seja mais uma parte do meu viver.

O Ideal e o Sol - Juliana De Luccas

Mesmo depois de tanto tempo, crio discussões imaginárias, advogada de defesa para a sua justiça. O ser humano que sou nunca, jamais, irá suprir a fome da sua idealização. Ainda agora tento enxergar com meus próprios olhos, mas isso ainda é um projeto em evolução. A culpa não é minha, nem sua, é da vida, que abre a ferida, não cuida, portanto não cicatriza. Hoje, mais crescida, mas ainda tão pequena, tento sanar as minhas, mas às vezes, num raspar de unha, algumas se abrem e sangram. Na pele escorre o sangue que um dia pulsou em meu coração apertado de saudade. Olhando para o nascer de um novo sol, mais velho do que tudo que conhecemos, desejo a minha e a sua felicidade.  

Pulsar - Juliana De Luccas

No Horizonte distante um abrigo...  Ou será uma miragem?  Paços tropegos e incertos, Caminham Por uma Estrada que brilha,  Decorada por cacos de vidro.  O que ficou para trás? Um precipício de coisas que não alcança mais...  Os pés feridos caminham sem rumo, O cansaço suplica,   A busca por um fim. Mas insistente, o coração ainda pulsa  Ele, não desistiu de si.

Desencanto - Juliana De Luccas

Sua ausência me consome.   No infinito mundo eu, caminho.  São tantos lugares a serem explorados,  E você?  Ah...  Está em uma encruzilhada: Na esquina da rua da amargura, com a do amor e a possibilidade... Em um belo jardim.   Uma flor linda e encantadora, mas que jamais deverá ser tocada, Seus espinhos cortam E meu sangue não é alimento, e sim veneno... E pouco a pouco, para nossa sobrevivência,  Esse endereço, vou esquecendo.

Escada - Juliana De Luccas

Palavras flutuam em uma mente cheia, vazia de si.  Quem fui, sou e ainda quero ser? Quantos pedaços o vento que passou por mim, levou?  Estou no meio da escada, subo, subo! Atrás de mim, degraus caem no vazio,  os da frente se movem, se movem!  E se tudo se move, onde firmo meus pés? E se eu cair, quem me segura? Eu e... Eu!