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O Ideal e o Sol - Juliana De Luccas


Mesmo depois de tanto tempo, crio discussões imaginárias,
advogada de defesa para a sua justiça.

O ser humano que sou nunca, jamais, irá suprir a fome da sua idealização.

Ainda agora tento enxergar com meus próprios olhos,
mas isso ainda é um projeto em evolução.

A culpa não é minha, nem sua, é da vida,
que abre a ferida, não cuida, portanto não cicatriza.

Hoje, mais crescida, mas ainda tão pequena,
tento sanar as minhas, mas às vezes, num raspar de unha, algumas se abrem e sangram.

Na pele escorre o sangue que um dia pulsou
em meu coração apertado de saudade.

Olhando para o nascer de um novo sol, mais velho do que tudo que conhecemos,
desejo a minha e a sua felicidade.
 


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