Pular para o conteúdo principal

Volta - Juliana De Luccas


Por onde andas, oh minha querida, que não me deste mais sinal de vida?

As coisas estão mudando aqui, e sua ausência me deixa perdida.

Sem você, eu sobrevivo — só mais um robô nesse sistema... que pena.

Quando não está aqui, almejo a morte... Mas ela ainda não me alcançou. Será isso sorte?

Volta!

Eu te espero de braços abertos e uma mesa farta.

Volta!

Prometo te ouvir cantar e não mais te calar!

Volta!

Vou chamar minha criança e te levar pra brincar!

Fica!

Eu prometo tentar te cuidar.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pulsar - Juliana De Luccas

No Horizonte distante um abrigo...  Ou será uma miragem?  Paços tropegos e incertos, Caminham Por uma Estrada que brilha,  Decorada por cacos de vidro.  O que ficou para trás? Um precipício de coisas que não alcança mais...  Os pés feridos caminham sem rumo, O cansaço suplica,   A busca por um fim. Mas insistente, o coração ainda pulsa  Ele, não desistiu de si.

Deságuam os segredos - Juliana De Luccas

Elas moram no alto, onde ventos sussurram segredos. Cúmplices do céu, guardam confissões que o mundo contou. Sopros de amor. Despedidas. O nascer de sonhos. Veem passos incertos em ruas vazias, lágrimas furtivas na solidão, promessas soltas nas ventanias e beijos trocados na contramão. E quando deságuam em tempestade ou chuva serena, declamam o que sabem aos rios, árvores e ao sagrado chão.

voa - Juliana De Luccas

Voa, voa, voa! Dança, dança! Brinca com o vento. Leve pelo ar. A tempestade virá... Te impedir de voar Folhinha, se regozige com cada momento,  E quando chegar ao chão,  Não se perca no lamento.