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Ruínas - Juliana De Luccas - Junho 2025



Egos inflados por últimos suspiros.

Pela dor de quem sangrou mais, até enfim, chegar lá....

O desespero. A saudade e o vazio de quem ficou.

Por quê? 

Gritam escombros, mãos vazias e bocas secas.

A rotina de quem juntou o que restou...
Se é que restou.

Há quem deu a notícia, e fez dela espetáculo.

Há quem, de longe, entendeu e chorou.

E quem nunca vai entender.

Fãs de uma única vida. Não de viventes.

O amor, a justiça, a empatia...
Ruínas. Pó. Cinza.

E assim, tudo acaba.

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