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Mostrando postagens de julho, 2025

Volta - Juliana De Luccas

Por onde andas, oh minha querida, que não me deste mais sinal de vida? As coisas estão mudando aqui, e sua ausência me deixa perdida. Sem você, eu sobrevivo — só mais um robô nesse sistema... que pena. Quando não está aqui, almejo a morte... Mas ela ainda não me alcançou. Será isso sorte? Volta! Eu te espero de braços abertos e uma mesa farta. Volta! Prometo te ouvir cantar e não mais te calar! Volta! Vou chamar minha criança e te levar pra brincar! Fica! Eu prometo tentar te cuidar.

Fio De Avalanche - Juliana De Luccas

Fio de água que corre, desaba em tempestade. A poeira sobe do grão de areia que um dia foi avalanche. A pedra que cai fere, estilhaça... A paisagem muda com a chuva que chega e refresca.

O Acolher - Juliana De Luccas

Eu ainda abro os olhos pensando em você  O eco da saudade reverbera no meu ser Mas não quero que ele se cale,  Vou lhe abraçar, acolher, até que finalmente um dia,  A dor seja mais uma parte do meu viver.

O Ideal e o Sol - Juliana De Luccas

Mesmo depois de tanto tempo, crio discussões imaginárias, advogada de defesa para a sua justiça. O ser humano que sou nunca, jamais, irá suprir a fome da sua idealização. Ainda agora tento enxergar com meus próprios olhos, mas isso ainda é um projeto em evolução. A culpa não é minha, nem sua, é da vida, que abre a ferida, não cuida, portanto não cicatriza. Hoje, mais crescida, mas ainda tão pequena, tento sanar as minhas, mas às vezes, num raspar de unha, algumas se abrem e sangram. Na pele escorre o sangue que um dia pulsou em meu coração apertado de saudade. Olhando para o nascer de um novo sol, mais velho do que tudo que conhecemos, desejo a minha e a sua felicidade.  

Pulsar - Juliana De Luccas

No Horizonte distante um abrigo...  Ou será uma miragem?  Paços tropegos e incertos, Caminham Por uma Estrada que brilha,  Decorada por cacos de vidro.  O que ficou para trás? Um precipício de coisas que não alcança mais...  Os pés feridos caminham sem rumo, O cansaço suplica,   A busca por um fim. Mas insistente, o coração ainda pulsa  Ele, não desistiu de si.

Desencanto - Juliana De Luccas

Sua ausência me consome.   No infinito mundo eu, caminho.  São tantos lugares a serem explorados,  E você?  Ah...  Está em uma encruzilhada: Na esquina da rua da amargura, com a do amor e a possibilidade... Em um belo jardim.   Uma flor linda e encantadora, mas que jamais deverá ser tocada, Seus espinhos cortam E meu sangue não é alimento, e sim veneno... E pouco a pouco, para nossa sobrevivência,  Esse endereço, vou esquecendo.

Escada - Juliana De Luccas

Palavras flutuam em uma mente cheia, vazia de si.  Quem fui, sou e ainda quero ser? Quantos pedaços o vento que passou por mim, levou?  Estou no meio da escada, subo, subo! Atrás de mim, degraus caem no vazio,  os da frente se movem, se movem!  E se tudo se move, onde firmo meus pés? E se eu cair, quem me segura? Eu e... Eu! 

voa - Juliana De Luccas

Voa, voa, voa! Dança, dança! Brinca com o vento. Leve pelo ar. A tempestade virá... Te impedir de voar Folhinha, se regozige com cada momento,  E quando chegar ao chão,  Não se perca no lamento.

incoerência - Juliana De Luccas

Você não existe, mas insistimos em te procurar   E na frente, te colocar.   É mais fácil do que olhar adiante,   Se fazer presente.   Mastigamos possibilidades,   Engolimos oportunidades.   Sofremos, choramos,   E no fim, nada muda  Porque viver é consequência. E você, pura incoerência.

intensidade - Juliana De Luccas

Me devora!  Com tua intensidade, me apavora...  Escava caminhos tortuosos por meu peito Escapa...   Toma todo o meu corpo... Faz dele, seu.  Te aceito. não me permito.  Como criança, vou aprendendo. Respiro...  Velas acesas  Uma fruta   Uma vasilha de barro  E ponto a ponto, eu me refaço  

Deságuam os segredos - Juliana De Luccas

Elas moram no alto, onde ventos sussurram segredos. Cúmplices do céu, guardam confissões que o mundo contou. Sopros de amor. Despedidas. O nascer de sonhos. Veem passos incertos em ruas vazias, lágrimas furtivas na solidão, promessas soltas nas ventanias e beijos trocados na contramão. E quando deságuam em tempestade ou chuva serena, declamam o que sabem aos rios, árvores e ao sagrado chão.